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Lei nº 9.481, de 13.08.97 - DOU de 14.08.97
 

I. IR - Fonte - Rendimento de beneficiários residentes ou domiciliados no exterior - Fatos geradores ocorridos no ano-calendário de 1997. Redução da alíquota para zero nos casos especificados;

II. IR - Pessoas físicas - Omissão de receitas - Depósitos bancários - Alteração; III. SIMPLES - vedação à opção - Caso em que não se aplica - Medida Provisória nº 1.563-7/97 - Conversão em Lei

Dispõe sobre a incidÍncia do Imposto de Renda na Fonte sobre rendimentos de beneficiários residentes ou domiciliados no exterior, e dá outras providÍncias.

Faço ,saber que o Presidente da República adotou a Medida Provisória n.º 1.563-7, de 1997, que o Congresso Nacional aprovou, e eu, Antonio Carlos Magalhães, Presidente, para os efeitos; do disposto no parágrafo único do art. 62 da Constituição Federal, promulgo a seguinte Lei :

Art. 1º - Relativamente aos fatos geradores ocorridos no ano-calendário de 1997, a alíquota do Imposto de Renda na Fonte incidente sobre os rendimentos auferidos, no Pais, por residentes ou domiciliados no exterior, fica reduzida para zero, nas seguintes hipóteses:

I - receitas de fretes, afretamentos, alugueis ou arrendamentos de embarcações marítimas ou fluviais ou de aeronaves estrangeiras, feitos por empresas, desde que tenham sido aprovados pelas autoridades competentes, bem assim os pagamentos de aluguel de containers, sobrestadia e outros relativos ao uso de serviços de instalações portuárias;

II - comissões pagas por exportadores a seus agentes no exterior;

III - remessas para o exterior, exclusivamente para pagamento das despesas com promoção, propaganda e pesquisas de mercado de produtos brasileiros, inclusive aluguéis e arrendamentos de stands e locais para exposições, feiras e conclaves semelhantes, bem como as de instalação e manutenção de escritórios

comerciais e de representação, de armazéns, depósitos em entrepostos;

IV - valores correspondentes a operações de cobertura de riscos de variações, no mercado internacional, de taxas de juros, de paridade entre moedas e de preços de mercadorias ((hedge):

V - valores correspondentes aos pagamentos de contraprestação de arrendamento mercantil de bens de capital, celebrados com entidades domiciliadas no exterior;

VI - comissões e despesas incorridas nas operações de colocação, no exterior, de ações de companhias abertas, domiciliadas no Brasil, desde que aprovadas pelo Banco Central do Brasil e pela comissão de Valores Mobiliários;

VII - solicitação, obtenção e manutenção de direitos de propriedades industrial, no exterior;

VIII - juros decorrentes de empréstimos contraídos, no exterior, em países que mantenham acordos tributários com o Brasil, por empresas nacionais, particulares ou oficiais, por prazo igual ou superior a quinze anos, á taxa de juros do mercado credor, com instituições financeiras tributadas em nível inferior ao admitido pelo crédito fiscal nos respectivos acordos tributários;

IX - juros, comissões, despesas e descontos decorrentes de colocações no exterior, previamente autorizadas pelo Banco Central do Brasil, de títulos de crédito internacionais, inclusive commercial papers, desde que o prazo médio de amortização corresponda, no mínimo, a 96 meses;

X - juros de desconto, no exterior, de cambiais de exportação e as comissões de banqueiros inerentes a essas cambiais:

XI - juros e comissões relativos a créditos obtidos no exterior e destinados ao financiamento de exportações.

parágrafo único - Nos casos dos incisos II, III, IV, VII, X e XI, deverão ser observadas as condições, formas e prazos estabelecidos pelo Ministro de Estado da Fazenda.

Art. 2º - Aos contratos em vigor em 31 de dezembro de 1996, relativos ás operações relacionadas no artigo anterior, aplica-se o tratamento tributário da legislação vigente àquela data.

Art. 3º - O disposto no inciso XI e na alínea "a" do inciso XII do art. 9º da Lei nº 9.317, de 05 de dezembro de 1996, não se aplica, também, á pessoa jurídica situada exclusivamente em área de livre comércio.

Art. 4º - Os valores a que se refere o inciso II do ß 3º do art. 42 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, passam a ser de R$ 12.000,00 (doze mil reais) e R$ 80.000,00 (oitenta mil reais), respectivamente.

Art. 5º - Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória nº 1.563-6, de 20 de junho de 1997.

Art. 6° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir de 1º de janeiro de 1997.

Congresso Nacional, em 13 de agosto de 1997; 176º da IndependÍncia e 109° da República.

Senador Antonio Carlos Magalhães

Presidente do Congresso Nacional

 
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